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Direito de resposta – Notícia Webrails

Fomos surpreendidos com a publicação de uma notícia no portal Webrails onde são mencionadas diversas questões sobre o projeto de recuperação das automotoras Nohab, sem que tenhamos sido contactados para prestar esclarecimentos.

Cumpre-me assim informar que:

1 – É uma premissa do projeto a APAC fornecer materiais e ferramentas, precisamente para possibilitar que esta recuperação em particular pudesse ter avançado mais rápido e mais cedo. Essa ideia foi aliás sublinhada na única vez em que fomos contactados para prestar declarações – pode ser visto aqui: http://webrails.tv/tv/?p=30906.

2 – Pelo projeto fala a equipa de coordenação da secção de Preservação Ferroviária, identificada neste site, e que não recebeu qualquer pedido de informação.

3 – Apesar do caráter inédito do projeto, só para o artigo atrás mencionado merecemos o interesse da Webrails para falarmos sobre o projeto.

4 – O MNF tem-nos fornecido todo o apoio técnico necessário para a realização do projeto. Nem poderia ser de outra forma visto que o restauro avança segundo as diretivas acordadas entre as partes relativamente ao estado a restaurar, cabendo ao MNF a sua vistoria e aprovação visto ser proprietário do veículo e da capacitação científica para tal.

5 – Quer a CP como o MNF partilharam toda a documentação existente sobre as automotoras, o que nos permitiu avançar já até em projetos de restauro estrutural. Uma visita à automotora teria aliás evitado esse comentário uma vez que alguma da documentação é visível dentro da automotora.

Respeitamos o trabalho de divulgação e discussão que a Webrails promove a propósito dos caminhos de ferro, que no nosso país carece tanto de atenção especializada mas não podíamos deixar de prestar esta resposta pública, a que temos direito pelo facto de não terem sido observadas regras elementares do jornalismo e que teriam aliás dado por certo distinta direção ao artigo.

Apesar da falta de interesse pelo nosso projeto até agora, convidámos expressamente a Webrails a acompanhar a nossa sessão do dia 19, no que certamente permitirá um enquadramento factual e objetivo em futuras peças sobre o assunto.

Persistem por certo muitos problemas na preservação ferroviária em Portugal, mas este não é um deles. Para este projeto ser possível contamos com uma equipa de voluntários alocados ao projeto e com uma outra equipa que dispende centenas de horas mensalmente para preparar as edições impressas da Trainspotter, instrumento de financiamento deste projeto. É o respeito pelo trabalho voluntário de tanta gente que estamos a pedir.

Aproveito para convidar os entusiastas a comparecerem na próxima sessão de trabalhos e a ajudarem-nos na concretização deste projeto e de outros que se poderão seguir. Acredito que temos um papel a desempenhar e é além do mais uma excelente oportunidade de convívio em torno da ferrovia e dos veículos ferroviários que apreciamos particularmente.

O coordenador da secção,

João Cunha



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