{"id":166,"date":"2016-08-17T12:32:39","date_gmt":"2016-08-17T12:32:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caminhosdeferro.pt\/preservacao\/?page_id=166"},"modified":"2016-08-17T13:02:48","modified_gmt":"2016-08-17T13:02:48","slug":"a-locomotiva-2551","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.caminhosdeferro.pt\/preservacao\/projetos\/a-locomotiva-2551\/","title":{"rendered":"A locomotiva 2551"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A locomotiva 2551 foi a primeira locomotiva el\u00e9trica de fabrica\u00e7\u00e3o 100% nacional e a primeira a n\u00edvel mundial com caixa em a\u00e7o inox canelado. Cessou a sua carreira no ano de 2009 e em 2012 foi afeta ao Museu Nacional Ferrovi\u00e1rio, que conserva assim o \u00fanico exemplar da s\u00e9rie de locomotivas mais original que foi fabricada no nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como grupo volunt\u00e1rio dedicado \u00e0s causas da preserva\u00e7\u00e3o, manifest\u00e1mos a nossa inten\u00e7\u00e3o junto do Museu Nacional Ferrovi\u00e1rio para colaborar voluntariamente no seu restauro e recoloca\u00e7\u00e3o em estado de marcha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-190\" src=\"https:\/\/www.caminhosdeferro.pt\/preservacao\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2016\/08\/cp-2551-banner.jpg\" alt=\"cp 2551 banner\" width=\"1500\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/www.caminhosdeferro.pt\/preservacao\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2016\/08\/cp-2551-banner.jpg 1500w, https:\/\/www.caminhosdeferro.pt\/preservacao\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2016\/08\/cp-2551-banner-300x50.jpg 300w, https:\/\/www.caminhosdeferro.pt\/preservacao\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2016\/08\/cp-2551-banner-768x128.jpg 768w, https:\/\/www.caminhosdeferro.pt\/preservacao\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2016\/08\/cp-2551-banner-1024x171.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/p>\n<h1 style=\"text-align: justify;\">Contexto Hist\u00f3rico<\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">A s\u00e9rie 2550 foi colocada em servi\u00e7o entre 1963 e 1964 e os 20 exemplares foram constru\u00eddos na f\u00e1brica da Amadora da Sorefame. Sucederam \u00e0s locomotivas 2500, pioneiras da tra\u00e7\u00e3o el\u00e9trica monof\u00e1sica em Portugal, colocadas em servi\u00e7o ainda na d\u00e9cada de 1950, com a qual partilham boa parte dos equipamentos mec\u00e2nicos e el\u00e9tricos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As locomotivas 2550 distinguiram-se por terem sido as primeiras locomotivas a n\u00edvel mundial com uma caixa fabricada em a\u00e7o inox canelado, sob patente da Budd. O objetivo era o de poupar peso na caixa da locomotiva, de modo a conseguir uma locomotiva mais leve no geral e por isso menos agressiva para a via &#8211; de notar que durante a vida da ponte Maria Pia, no Rio Douro, as restri\u00e7\u00f5es de peso eram muito severas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de tecnicamente n\u00e3o terem representado nenhuma evolu\u00e7\u00e3o sens\u00edvel face \u00e0s locomotivas 2500 que as precederam, as 2550 notabilizaram-se pela sua est\u00e9tica que permitiu \u00e0 CP algumas das composi\u00e7\u00f5es mais homog\u00e9neas dos nossos caminhos de ferro, compostas por estas locomotivas de a\u00e7o inox e carruagens tamb\u00e9m de a\u00e7o inox e tamb\u00e9m de fabrico Sorefame. At\u00e9 \u00e0 chegada das locomotivas 2600, em 1974, foram as pontas de lan\u00e7a da empresa, empregues nos comboios mais prestigiosos entre Lisboa e Porto, itiner\u00e1rio cuja eletrifica\u00e7\u00e3o completa inauguraram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De seguida, apresentamos alguns dos mais importantes dados t\u00e9cnicos desta s\u00e9rie:<\/p>\n<table style=\"height: 318px;\" width=\"641\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 311px;\">Partes Mec\u00e2nicas<\/td>\n<td style=\"width: 314px;\">Henschel e Sorefame<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 311px;\">Partes El\u00e9tricas<\/td>\n<td style=\"width: 314px;\">Siemens e Alsthom<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 311px;\">Bitola (mm)<\/td>\n<td style=\"width: 314px;\">1668<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 311px;\">Tens\u00e3o de Alimenta\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td style=\"width: 314px;\">25.000 V @ 50 Hz<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 311px;\">Tens\u00e3o de Trac\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td style=\"width: 314px;\">1.500 V<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 311px;\">N\u00ba de Rodados Motores<\/td>\n<td style=\"width: 314px;\">4<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 311px;\">Pot\u00eancia nas rodas (cv)<\/td>\n<td style=\"width: 314px;\">2.790<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 311px;\">Velocidade M\u00e1xima (km\/h)<\/td>\n<td style=\"width: 314px;\">120<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 311px;\">Peso em Ordem de Marcha (t)<\/td>\n<td style=\"width: 314px;\">70,5<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 311px;\">Esfor\u00e7o de Tra\u00e7\u00e3o no Arranque (kN)<\/td>\n<td style=\"width: 314px;\">185<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">A s\u00e9rie permitiu \u00e0 CP refor\u00e7ar o seu parque el\u00e9trico numa altura em que se completava a eletrifica\u00e7\u00e3o da linha do Norte. Estas locomotivas prestaram todo o tipo de servi\u00e7os at\u00e9 1999, quando foram dedicadas a tr\u00e1fegos de mercadorias, onde haveriam de terminar a sua carreira dez anos mais tarde, em 2009.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A maior altera\u00e7\u00e3o de que a s\u00e9rie foi alvo deu-se na segunda metade dos anos 1990, quando todas as locomotivas foram adaptadas para circula\u00e7\u00e3o em unidade m\u00faltipla (comando de uma segunda unidade a partir da primeira), beneficiando assim a sua utiliza\u00e7\u00e3o em comboios mais pesados, nos tr\u00e1fegos de mercadorias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas de servi\u00e7o foram reputadas como muito temperamentais fruto de uma obsolesc\u00eancia crescente que n\u00e3o foi evitada pelas interven\u00e7\u00f5es ao longo da sua vida. Ainda assim, o seu papel inovador nunca ser\u00e1 apagado da hist\u00f3ria ferrovi\u00e1ria portuguesa. Al\u00e9m das presta\u00e7\u00f5es encabe\u00e7ando milh\u00f5es de circula\u00e7\u00f5es ao longo dos 46 anos de carreira, a s\u00e9rie ficar\u00e1 tamb\u00e9m na mem\u00f3ria por ter sido a que mais corporizou a personalidade pr\u00f3pria dos comboios portugueses na segunda metade do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1>Factos e N\u00fameros<\/h1>\n<table style=\"height: 180px;\" width=\"911\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 447px;\">Ano de Entrada ao Servi\u00e7o<\/td>\n<td style=\"width: 448px;\">1963<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 447px;\">Retirada de Servi\u00e7o Comercial<\/td>\n<td style=\"width: 448px;\">12-04-2009<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 447px;\">Quilometragem Total Acumulada<\/td>\n<td style=\"width: 448px;\">5.280.140<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 447px;\">\u00daltima Revis\u00e3o Geral (tipo R3 ou superior)<\/td>\n<td style=\"width: 448px;\">26-09-2003<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 447px;\">\u00daltima Revis\u00e3o Interm\u00e9dia (tipo V1)<\/td>\n<td style=\"width: 448px;\">30-04-2007<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>A 2551 foi a recordista da s\u00e9rie no total de quil\u00f3metros percorridos, sendo ultrapassada na frota da CP apenas pelas doze locomotivas da primeira s\u00e9rie 2600 (2601 a 2612) e a breve prazo sem d\u00favida pelas locomotivas 5600 e comboios Pendulares da s\u00e9rie 4000.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A locomotiva 2551 foi a primeira locomotiva el\u00e9trica de fabrica\u00e7\u00e3o 100% nacional e a primeira a n\u00edvel mundial com caixa em a\u00e7o inox canelado. 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