A APAC dá impulso no restauro da Nohab CP 0111

A APAC congratula-se com o alcance de mais um importante passo no projeto de restauro da automotora Nohab CP 0111, que desenvolvemos desde 2017. Graças à boa colaboração com o Museu Nacional Ferroviário e a CP, foi possível resguardar a automotora num espaço oficinal adequado à continuação dos trabalhos que entrarão numa fase onde as novas condições ambientais serão imprescindíveis para continuar.

Durante a manhã de ontem, dia 13 de outubro, a CP movimentou a automotora dos terrenos do Museu Nacional Ferroviário para o seu complexo oficinal onde a nossa equipa de voluntários continuará a trabalhar no restauro estático desta automotora.

Para uma segunda fase, sempre dependente da captação de fundos adequados, ficará a eventual reativação dinâmica deste que é o último exemplar das automotoras Nohab de via larga.

Estamos a realizar este trabalho desde outubro de 2017 graças ao esforço de cerca de uma dezena de voluntários que acumulam já várias centenas de horas de trabalho dedicado a esta causa. Isto para além das incontáveis horas de tantos outros no projeto Trainspotter para criarem e editarem conteúdos que, sob a forma de revista, tem conseguido angariar receitas que permitem à APAC assegurar o desenvolvimento deste projeto.

Entre as fontes de receita que têm permitido o avanço dos trabalhos conta-se ainda a publicação do livro sobre as automotoras Nohab de que ainda sobram alguns exemplares. Esta e outras publicações podem ser encontradas em https://www.caminhosdeferro.pt/loja/ e a sua aquisição é um apoio às nossas atividades de preservação ferroviária.

Nesta nova etapa, a APAC reafirma a sua intenção de continuar a lutar pelos temas da preservação ferroviária e, como se vê desde 2017, com ação bem concreta no terreno. Ajudem-nos a fazer o que ainda não tinha sido feito, associando-se a nós!

12.09.2020 – Comemora-se a introdução da tração elétrica em serviço comercial em Portugal

12.09.2020; comemora-se hoje uma das efeméridas ferroviárias mais significativas em Portugal, mas igualmente na Península Ibérica; a introdução da tração elétrica em serviço comercial. A honra coube à Companhia Carris de Ferro do Porto, que demonstrando grande arrojo e uma incansável vontade de inovar, resolveu apostar numa tecnologia ainda pouco divulgada no país, para mais numa aplicação que para todos os efeitos e para a maioria dos cidadãos comuns da época, estaria para além do domínio da imaginação.

Havia boas e bem fundamentadas razões para que um operador de serviços ferroviários urbanos como a Carris do Porto se lançasse de forma tão decidida em tal empreendimento, os sistemas de tração que até então utilizara – tração animal desde 1872, e tração a vapor desde 1878 -, tinham associados custos de exploração substancialmente elevados, e do ponto de vista técnico a peculiar orografia da Cidade Invicta no seu centro histórico era sumamente complicada, obrigando a utilizar múltiplas parelhas de muares para vencer os acentuados declives das diversas ruas onde os Carros Americanos circulavam. Foi por isso a escolha mais adequada, permitindo não só uma substancial redução de custos operacionais, como ainda uma maior fluidez de exploração. Daí que até 1904, a generalidade do sistema, com exceção da linha desde a Boavista até Matosinhos, operada com tração a vapor, num caso único de longevidade em Portugal (1878-1914), tenha sido convertida para o novo modo de tração.

A rede dos Elétricos do Porto foi crescendo de forma tentacular e sustentada até se transformar praticamente numa rede urbana densa e suburbana, de proximidade, tentacular, servindo a conurbação portuense de forma abrangente, transportando passageiros, e de forma invulgar para uma rede ferroviária citadina, mercadorias, assumindo-se como uma potente ferramenta de mobilidade que ajudou a crescer o Porto e seus arredores, tornando-se um dos seus motores de desenvolvimento.

Até finais da década de 40 do século passado, o Elétrico reinou de forma suprema as ruas do Porto, quando, já propriedade municipal e administrado pelos então STCP (desde 1946), passou a ter companhia na sua missão, com autocarros complementando os seus trajetos. Mas igualmente surgiram as primeiras interrogações no seu futuro, e a sua nova entidade administrativa, no início da década seguinte, pela substituição médio prazo dos elétricos por troleicarros. Mesmo com este enquadramento, a rede de elétricos foi alvo de algum investimento, e até modernização limitada, mas um projeto que então surgiu, mais aprofundado, foi abandonado. É assim que em 1959, depois do sistema atingir o seu auge, que se iniciam as primeiras contrações na rede, com o encerramento das linhas servindo a zona de Vila Nova de Gaia. As décadas seguintes serão marcadas por descontinuações sucessivas de serviços, numa espiral de continuidade que se vai manter até aos anos 80.

Com a chegada dos anos 1990 a rede parecia condenada, chegando a temer-se pelo seu futuro. Mas é também nesta altura que se assume o inestimável valor histórico da rede, veículos e edificado, o que leva a criação do excelente Museu do carro Elétrico (MCE) em 1992. É certo que se verificaram mais algumas contrações da rede, nomeadamente a desativação da linha para Matosinhos em 1993, mas por esta altura as muitas dificuldades afetando o sistema de mobilidade da área Metropolitana do Porto levaram ao surgimento de uma solução abrangente e ainda por cima ferroviária; o Metro do Porto, sucessor direto e digno dos clássicos elétricos, servindo zonas onde este passou, de forma sumamente eficiente e apreciada por todos. E com o surgimento do seu neto, os clássicos elétricos renascem, com a rede crescendo novamente. Pelo caminho transformaram-se em ex libris da Invicta, prestando serviços Heritage, um ícone da cidade e do país, que muitos querem experimentar. É um epílogo fantástico para a sua longuíssima vida. Certamente continuarão a circular por muito tempo, espalhando charme nas ruas do Porto.

Bastão Piloto: Momentos de resguardo que propiciam a leitura

Nesta fase de limitações várias que o país atravessa e estando grande parte população restringida à permanência em casa, sugere-se a leitura das publicações da APAC.

Para o efeito, propõe-se consulta à loja online da APAC em: https://www.caminhosdeferro.pt/loja/.

Os números mais antigos da Bastão Piloto estão disponíveis para leitura, sendo o acesso gratuito para Associados APAC com as quotas regularizadas.

Os números 1 a 48 já se encontram disponíveis em https://www.caminhosdeferro.pt/loja/categoria-produto/associados/, sendo que a APAC disponibilizará gradualmente os números seguintes da Bastão Piloto.

Em caso dificuldade, contactar a APAC através do endereço de email apac@net.sapo.pt.

Por último, informa-se que a revista bastão Piloto número 247 já se encontra disponível e começará a ser distribuída previsivelmente após o dia 15 de Abril.

Resguarde-se. Mantenha-se de boa saúde.

Sede da APAC temporariamente encerrada

A Associação Portuguesa dos Amigos dos Caminhos de Ferro informa que a sua sede nacional estará encerrada até aviso em contrário, na sequência da crise de saúde pública que motiva o actual estado de alerta que se vive em Portugal. Motivamos os nossos associados a manterem contacto por via digital, incluindo com os órgãos sociais…

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Crónicas de viagem: Vouga / Dão (sábado, 29-02-2020)

Na tarde de sábado dia 29 de fevereiro de 2020, realizar-se-á na APAC mais uma atividade da sua Sede em Lisboa – Santa Apolónia. A sessão iniciar-se-á pelas 15:30 e contará histórias sobre viagens na época do vapor e não só… Será Fernando Pedreira o contador destas interessantes histórias sobre viagens ferroviárias. Ver resumo em anexo.…

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Exposição Fotográfica RETRATOS FERROVIÁRIOS – “PANORÂMICAS”

No dia 23-11-2019, pelas 15 horas, será inaugurada, na sede do Núcleo Regional Norte da APAC, uma exposição de fotografia intitulada RETRATOS FERROVIÁRIOS – “PANORÂMICAS”. Esta exposição é dedicada Ã s tão características e muito apreciadas carruagens SCHINDLER, que marcaram de forma profunda a imagem do caminho de ferro português. As fotografias expostas são da autoria de…

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